quarta-feira, 22 de julho de 2009

Policial que deixou flanelinha paraplégico vai a julgamento popular

Belém, 22.07.2009

A 1ª Câmara Criminal Isolada do Tribunal de Justiça do Estado decidiu mandar a júri popular o policial militar Darlan Carlos Silva Barros, acusado de atirar no flanelinha Jhonny Yguison Miranda da Silva, deixando-o paraplégico. O crime ocorreu em 2001, na esquina da avenida Pedro Álvares Cabral com a travessa Tavares Bastos, quando o menino tinha 12 anos. Na manhã de ontem, a desembargadora relatora Brígida Gonçalves reconheceu a tese do Ministério Público do Estado, que alegou falta de fundamentação na decisão que em 1º grau havia desclassificado o delito. O voto da relatora foi acompanhado por unanimidade e o PM responderá pelo crime de tentativa de homicídio, e não por crime de lesão corporal grave, como havia sido definido anteriormente.
Segundo denúncia do MPE, o flanelinha trabalhava no cruzamento quando foi alvejado com um tiro disparado por Darlan Carlos, carona do veículo. Jhonny tinha ido oferecer os seus serviços ao condutor do veículo, que recusou. Ao se oferecer para limpar os vidros de graça, o PM teria chamado o menino e oferecido a ele, ironicamente, um 'presente de Natal'. O menino disse que gostaria de recebê-lo e logo em seguida foi atingido por um tiro, que atravessou seu braço, atingindo fígado, rim e baço. O veículo saiu em disparada e Jhonny foi socorrido por pessoas que estavam na área. O menino acabou ficando paraplégico e tendo que usar sonda para fazer as necessidades fisiológicas.
O MP sustentou que havia um equivoco na interpretação do juiz de 1º grau, que havia desclassificado o crime, por entender que não tinha havido dolo na ação do PM. O MP conseguiu convencer a relatora de que não havia fundamentação para tal decisão, pois a 'decisão havia sido equivocada e socialmente injusta' e pediu para que o militar - e não policial civil, como foi publicado ontem, equivocadamente - fosse a julgamento no Tribunal do Júri pelo crime de tentativa de homicídio. A tese do MP foi acolhida pela Câmara.
OPERADO
Jhonny Yguison foi submetido a uma cirurgia na manhã de anteontem e permanece internado no Hospital Ofir Loyola. Segundo o pai dele, o comerciante Francisco Assis da Silva, de 52 anos, a cirurgia teve início às 12h15, para a retirada de pedras nos rins. 'Ele está se recuperando, tomando antibióticos e remédios também para curar uma infecção urinária', disse.
Indignado com todo o sofrimento porque tem passado o filho e toda a sua família, Francisco Assis diz que só quer justiça. 'O que eu quero é justiça porque desde que meu filho foi baleado ele está sofrendo muito', lamenta.

Johnny Yguison enfrenta via-crúcis para conseguir leito em hospital

Belém, 21.07.2009
Ofir Loyola - Paraplégico após ser baleado por policial, o jovem sofre com a uretra obstruída
O drama de quem depende do Estado para tratamento de saúde parece não ter fim. Johnny Yguison Silva ficou paraplégico aos 12 anos de idade após ter levado um tiro disparado por um policial civil, mas, mesmo depois de sofrer durante oito anos, ainda tem que lidar com o descaso do poder público. Ele precisou ser atendido com urgência no Hospital Ofir Loyola, em Belém, no último sábado, mas teve que aguardar horas na calçada. Johnny tem problemas renais e precisava de uma cirurgia para desobstruir a uretra.
Johnny foi atingido por Darlan Barros em novembro de 2001. Na época, ele era flanelinha em um semáforo localizado na avenida Tavares Bastos. Ele pediu para limpar o vidro do carro do policial civil e levou um tiro após ser questionado pelo homem se queria um presente de Natal. O crime fez com que o policial fosse afastado do cargo. No entanto, o pai da vítima, Francisco da Silva, ainda não se conforma com o que aconteceu.
A bala entrou por um de seus braços e tirou-lhe um rim, o baço e um pedaço do fígado. Além de ter ficado paraplégico, Johnny precisa usar sondas para fazer as necessidades fisiológicas. Precisa de fraldas e ainda está com várias feridas no corpo, chamadas escaras, por ter que ficar muito tempo deitado. A família de Johnny Silva entrou com uma ação de indenização contra o Governo do Estado. Em 2008, o Estado fez um acordo judicial com a vítima e pagaria este ano o valor de R$ 200 mil para o jovem, além do tratamento médico.
Desde a semana passada, Johnny começou a ter maiores complicações em decorrência de pedras no rim. Ele não consegue urinar, sente febre e vomita muito. Por causa disso, ele saiu de sua casa, em Ananindeua, e foi de táxi para o Ofir Loyola, no bairro de São Brás, mesmo sem condições de bancar o transporte. O pai dele conseguiu negociar com o motorista, que fez a corrida por R$ 40 em vez de R$ 60, que era quanto custaria.
Chegando ao hospital, ao invés de receber um tratamento digno, o jovem teve que esperar por horas para ser atendido. Mas ele conseguiu marcar uma cirurgia para ontem à tarde. Ele teve a uretra desobstruída para que volte a urinar. De acordo com o pai, a expectativa é o que filho melhore o mais breve possível. 'Meu filho passou por todos esses problemas, mas está sem andar. Enquanto isso, aquele assassino continua solto e vivendo bem', ressaltou.
Como o Ofir Loyola é um hospital especializado em câncer, queriam mandar o jovem para o Pronto-Socorro Municipal (PSM) da 14 de Março, no bairro do Umarizal. No entanto, ele conseguiu, mesmo assim, uma vaga na casa de saúde

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tribunal do Júri

Os desembargadores(as) da 1ª Câmara Criminal Isolada do TJE-PA, reconheceram e deram provimento ao recurso impetrado pelo Ministério Público e pela família de Jhonny Yguison (assistente de acusação) contra a decisão do juiz da 3ª Vara Criminal do Tribunal do Júri da Capital, Dr. Ronaldo Vale, que havia decidido, em 29 de maio de 2007, desclassificar o crime de tentativa de homicídio para lesão corporal de natureza grave, praticado pelo ex-policial militar Darlan Carlos Silva Barros.
Após desferir um tiro contra Jhonny que atravessou seu corpo, lhe tirando um rim, o baço e um pedaço do fígado, tornando-o definitivamente paraplégico, Darlan Barros havia sido indiciado em inquérito policial pele crime de tentativa de homicídio e, sob o mesmo crime, denunciado pelo Ministério Público.
No entanto, após instrução processual, o juiz Ronaldo Vale resolveu desclassificar o crime denunciado, considerando que Darlan não demonstrou a intenção de matar o adolescente Jhonny. “Observa-se que o réu poderia continuar com sua ação homicida, entretanto desferiu um tiro e evadiu-se do local. Ora, se o réu não continuou atirando, não pretendia matar a vítima, voluntariamente cessou o Iter Criminis”, conclui o juiz. E dessa forma, “em qualquer caso de dúvida, deve supor-se no agente a intenção mais branda e menos malévola”.
O assistente de acusação, Walmir Brelaz, sustentou da tribuna que não tinha dúvidas sobre a existência do crime de tentativa de homicídio. “É bem verdade que, neste caso, a intenção deve estar presente no ato criminoso; que o crime tentado deve ser praticado com dolo. Contudo, esse dolo não precisa ser direto (quando o agente pretende o resultado), mas, também, eventual (quando o agente assume o risco de produzir o resultado), conforme tem entendido, inclusive, o STJ”.
Apesar disso, o advogado ressaltou que a discussão, nesta fase, não recai em saber se realmente houve o crime de tentativa de homicídio, mas se há indícios da ocorrência desse crime. A sentença de pronúncia ocorre como uma espécie de admissibilidade da denúncia. “De acordo o art. 413 do CPP, o juiz pronunciará o acusado se convencido da materialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação. E tanto um como o outro foram observados pelo próprio juiz. E na dúvida o beneficiado deve ser a sociedade, o juiz não pode subtrair esse direito do Tribunal do Júri”.Em suas conclusões, Walmir Brelaz disse que o Poder Judiciário tem a obrigação constitucional de fazer justiça. E essa decisão vergonhosa não se constitui em justiça, mas sim num estímulo a impunidade. Por isso, deve ser modificada pelo TJE para que se comesse a fazer justiça neste caso.Ao proferir seu fundamentado voto, a desembargadora Brígida Gonçalves dos Santos, afirmou que para a sentença de pronúncia basta que se observe a materialidade do fato e a existência de indícios de autoria, o que se encontra fartamente nos autos. E que a decisão recorrida não se sustentava em uma linha lógica.
Ao acompanhar o voto da relatora, o desembargador João José da Silva Maroja completou dizendo que “um policial sabe do poder destrutivo de uma arma de fogo. Portanto, o réu deveria saber do resultado de seu ato”. E acrescentou: “não entendo como o Dr. Ronaldo Vale proferiu essa decisão”.
A presidenta da 1ª Câmara, desembargadora Vânia Lúcia Silveira Azevedo da Silva, concordando também com a relatora ressaltou que “o policial tem o dever de dar segurança à população e não cometer uma barbaridade dessas”.
Portanto, por unanimidade, a 1ª Câmara decidiu reformar a decisão recorrida para que o réu, ex-policial militar Darlan Barros, seja julgado pela prática do crime de tentativa de homicídio no Tribunal do Júri.Assistiram o julgamento alguns órgãos de imprensa, a ex-deputada Araceli Lemos (presidente do PSOL) e o pai do Jhonny, Francisco de Assis da Silva, que chorou ao ouvir a decisão.

sábado, 8 de novembro de 2008

Jhonny apresenta livro em Maracanã

Jhonny Yguison e seu advogado, Walmir Brelaz, apresentaram o seu livro, no município de Maracanã. O evento ocorreu nesta sexta-feira (7/11), na Biblioteca Pública Municipal. E foi promovido pelo SINTEPP - Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública e pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Educação, sendo representado por sua titular, Raimunda Araújo.
Após a apresentação, alguns professores(as), servidores e alunos, emocionados, se manifestaram sobre esse lamentável fato, envolvendo trabalho infantil, educação, violência policial, insegurança, dentre outros. No final, a SEMEC oferecu um coquetel aos presentes.
Vamos ver algumas fotos do envento:







quinta-feira, 17 de abril de 2008

Jhonny firma acordo com o Estado

Jhonny Yguison, em 2002, ingressou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra o Estado do Pará. Nesse mesmo ano, a justiça concedeu uma tutela antecipada obrigando o Estado a fornecer toda assistência médica ao Jhonny.
Hoje, dia 17 de abril de 2008, a governadora Ana Júlia resolveu firma um acordo judicial com Jhonny, no qual o Estado compromete-se a pagar ao jovem o valor de R$ 200.000,00 (duzentos mil reais), a ser pago em 2009; continuar a pagar a pensão especial (R$ 900,00); e o efetivo tratamento médico.
Trata-se de uma ato de sensibilidade do governo, já que, juridicamente, não é obrigado a realizar acordo. Evitou, com issso, uma tramitação de anos do processo.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Novos exemplares

Hoje, 11.04, recebemos mais 500 exemplares do livro sobre a história de Jhonny.
O livro custa R$ 20,00 e o lucro será revertido ao Jhonny.
Prestação de contas: o livro foi impresso na gráfica Supercores no valor total de R$ 5.000,00 (cinco mil reais). Financiado pelo próprio Jhonny (R$ 1.000,00), pelo amigo Fernando Prado (R$ 1.000,00), pelo SINTEPP (que já adquiriu R$ 1.000,00 em livros) e pelo autor Walmir Brelaz (R$ 1.000,00). O restante será pago - esperamos - pela arrecadação proveniente das vendas.
Para comprar entre em contato: walmirjhonny@gmail.com ou na sede do SINTEPP (pass. Sol, 87, fone: 3223-6096). Desde já, OBRIGADO!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Entrevista

No dia 10.03, participamos de uma entrevista na Rede Boas Novas - RBN (Canal 4) para falarmos sobre o livro do Jhonny e dos assuntos que envolvem o seu caso: trabalho infantil, violência policial, morosidade do Poder Judiciário, omissão do Estado, direitos dos deficientes, entre outros.
Da entrevista participaram o Promotor de Justiça Waldir Macieira, o apresentador Mário Freitas, o advogado Walmir Brelaz e Jhonny Yguison.
O programa vai ao ar no próximo dia 24.03 (segunda-feira) às 19h. RBN Canal 4.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Aniversário!

Um dia especial!!

Essa valeu o dia!

E a primeira fatia, para quem foi?!

Esse pulmão ainda tem muito ar!!

Com sua família, os pais (Francisco e Almira) e a irmã Nayara.

Seus amigos de sempre: Fernando Prado a enfermeira e a nutricionista.

O promoto Waldir Macieira, presente e dando presente!

Um olhar presente da esperança!

Saber que tem amigos(as) é, sem dúvida, o melhor presente de Jhonny Yguison!!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O Flanelinha na TV

Hoje, 09/02, assista O FLANELINHA:
Programa "ETC & TAL", com Úrsula Vidal: 12:30, canal 5 - SBT
Em Castanhal e municípios vizinhos, com Araceli Lemos: 12:30 - RTP

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

08 de fevereiro

19 ANOS DE VIDA!

Divulgando

Hoje, 07/01, o advogado de Jhonny, Walmir Brelaz, foi entrevistado no programa da RTP Castanhal (SBT), pela apresentadora Araceli Lemos. Nessa oportunidade, Brelaz falou sobre direitos humanos e, principalmente, sobre nosso livro.

Trata-se de um programa de reconhecida qualidade, liderada por Araceli, que tem demonstrado a mesma competência e profissionalismo dispensados nas atividades que atuou e atua.

O programa vai ao ar no próximo sábado, às 12:30, em Castanha e municípios vizinhos.




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

19 anos: depoimentos

Jhonny Yguison está longe de ser mera mostra estática dos efeitos sociais da acumulação capitalista no Brasil, vítima das desigualdades e injustiças que se reproduzem incessantemente em nossa sociedade, a ilustração acabada de um problema histórico insolúvel sem a prévia transformação estrutural da sociedade brasileira. Muito ao contrário, ele é uma prova eloqüente de que a dignidade humana não tem preço e de que auto-superação é possível quando o caminho escolhido é a esperança ativa, a esperança de quem não espera acontecer, mas faz de seu próprio drama um estímulo para a luta transformadora.
Araceli Lemos
Historiadora e Ex-deputada estadual

19 anos


No dia 08 de fevereiro, Jhonny completará 19 anos! O que ele merece ganhar?!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Divulgando

Ontem (31.01), após gravar o programa "Etc & Tal" no SBT (a ser transmitido no dia 09.02), Jhonny participou de uma apresentação de seu livro no Espaço Cultural da SUDAM.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Apresentação

VIOLÊNCIA
Flanelinha
O advogado Walmir Brelaz lança hoje, na Sudam, o livro 'O flanelinha: Sinal vermelho para Jhonny Yguison', que conta a trágica história do flanelinha baleado em 2001 por um policial militar. Toda a renda será utilizada no tratamento do menino, que ficou paraplégico ao ser alvejado.
O Liberal, R70, 30.01.08

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Apresentação

No dia 31 (quinta), às 17h, faremos uma apresentação do livro, com a presença de Jhonny, no auditorio da SUDAM.
Passe lá!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Encontro


Jhonny Yguison e Rubenita Justiniano, duas pessoas diferentes, mas com histórias semelhantes: são vítimas da violência policial. Jhonny foi atingido por uma bala no dia 20 de novembro de 2001; Rubenita também foi ferida em 17 de abril de 1997, no massacre de Eldorado do Carajás. Os dois mostram suas história e suas dores.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Etc. & Tal

Jhonny Yguison no programa "Etc. e Tal", com Úrsula Vidal. Aguardem!.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

XVIII CONGRESSO SINTEPP


No dia 10 de dezembro de 2007, no Congresso do SINTEPP, fizemos uma apresentação de nosso livro. Abaixo, algumas fotos desse emocionante momento.

XVIII CONGRESSO SINTEPP


Walmir Brelaz, fazendo algumas dedicatórias.

XVIII CONGRESSO SINTEPP


Jhonny Yguison falando aos presentes. Na mesa, Eloy Borges, Coordenador Geral do Sintepp, a ex-deputada Araceli Lemos (PSOL) e o promotor de Justiça Waldir Macieira.

XVIII CONGRESSO SINTEPP

O autor do livro, Walmir Brelaz, falando sobre seu trabalho.

XVIII CONGRESSO SINTEPP

O promotor Waldir Macieira, um dos apresentadores do livro, falando sobre seu (reconhecido) trabalho no Ministério Público.

XVIII CONGRESSO SINTEPP

A ex-deputada Araceli Lemos, que sempre esteve ao lado de Jhonny, contou um pouco dessa triste história.

XVIII CONGRESSO SINTEPP

Eloy Borges, fala do apoio que o Sintepp sempre deu a Jhonny Yguison.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Trabalho infantil


Jhonny Yguison era apenas um entre milhares de crianças e adolescentes trabalhadores de rua. Estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE-PA), de junho de 2007, baseados também em indicadores sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), sobre o período 2005/2006, revelam que aproximadamente duzentas mil crianças e adolescentes, de 5 a 15 anos, trabalham no Pará e destas, cerca de 60%, sem nenhum tipo de remuneração.
No Brasil há mais de cinco milhões de crianças e adolescentes de 05 a 17 anos ocupados. Na região Norte do país encontram-se quase 570 mil pequenos trabalhadores. Desse total, o maior contingente (55,31%) situa-se no Estado do Pará, com cerca de 314.565 crianças e adolescentes ocupados. E a área metropolitana de Belém concentra 35.204 de toda a mão de obra infantil e adolescentes ocupados do Pará.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Jornal Cultura

Dia 14/01, 18h 30m, no JORNAL CULTURA - canal 2: O FLENELINHA

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

No SEM CENSURA


Amanhã (10/01), às 13h 30m, vamos participar do programa "SEM CENSURA PARÁ", da TV Cultura - Canal 2
Falaremos sobre o livro "O FLANELINHA: sinal vermelho para JHONNY YGUISON".

domingo, 6 de janeiro de 2008

Um apelo da ANISTIA INTERNACIONAL


Por no mínimo três vezes a ANISTIA INTERNACIONAL denunciou no âmbito nacional e internacional o sofrimento de Jhonny Yguison, além de exigir providências do governo paraense.
Em agosto de 2002, a Anistia deflagrou uma campanha de “Apelo Urgente” para que o governador Almir Gabriel garantisse total proteção à vida da testemunha Maria Tereza da Silva, que estava sendo ameaçada de morte. Imediatamente, cartas de protestos de pessoas de vários países, como Austrália, França, Estados Unidos, Espanha, Inglaterra e do próprio Brasil, começaram a ser enviadas ao governador do Pará, ao secretário de Segurança Pública e ao secretário nacional de Direitos Humanos, com cópias para a presidente do Tribunal de Justiça do Pará e ao advogado de Jhonny. Também de forma instantânea as ameaças cessaram.
No mesmo ano, às vésperas das eleições à presidência da República, a Anistia Internacional elaborou uma cartilha intitulada “Vote pelos Direitos Humanos”, que foi entregue aos candidatos presidenciáveis. Nesta cartilha deu-se destaque ao caso de Jhonny, inclusive estampando na capa a sua foto.
Em outubro de 2002, a secretária-geral da Anistia, Irene Khan, escreveu um artigo no jornal O Globo (Rio de Janeiro), intitulado “Segurança e direitos humanos”, denunciando, também, a situação de Jhonny, afirmando que “sem razão justificada, foi baleado por policial, a mesma pessoa que deveria proteger os direitos dos cidadãos e garantir sua segurança”.
Em agosto de 2005, a Anistia encaminhou uma carta ao governador Simão Robson Jatene, dizendo ter recebido informação relatando que o tratamento médico não estava sendo feito de maneira adequada, e por isto Jhonny Yguison seguia sofrendo problemas médicos, tanto físicos como psicológicos. Também registra que recebeu informação de que, em decorrência de seus problemas, Jhonny estava impossibilitado de estudar durante todo o ano letivo de 2004. E assim, a Anistia solicitou ao governador informações sobre as medidas que o governo do Pará iria tomar para assegurar que o tratamento médico e a educação de Jhonny Yguison pudessem continuar. E também pediu para que fosse viabilizada a perícia médica no policial militar acusado de ter disparado sua arma contra Johnny, para que o processo criminal possa seguir seu curso normal. E conclui: – “Como este é um caso emblemático, de repercussão internacional, a Anistia Internacional vai estar monitorando o processo do caso no sistema judicial brasileiro”.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O tiro

"E ele bateu o tambor, eu tava de frente mesmo, quando eu virei pra tentar escapar, ele deu ... Eu ouvi o barulho, gritei, senti o cheiro da pólvora e parecia que as minhas pernas voaram. Acho que nesse momento "ela" atingiu a medula".